Sobre Duna


 

Depois de muita insistência da minha namorada, assisti Duna (Parte I e II) pela primeira vez nesta semana.Dei play no filme com a expectativa baixa de quem já não gostou antes mesmo de começar, com uma resistência boba, como quem diz: “Tá vendo? Eu disse que não ia gostar”. Mas eu não poderia estar mais enganado: gostei, e gostei muito.Me envolvi com a história e essas quase 5h30min (somadas) de filme parecem pouca coisa agora.

Sim, o primeiro filme é um pouco arrastado e sem nenhum clímax. É a construção do universo, é onde o diretor te faz entender aquele mundo, aqueles personagens, seus conceitos e suas regras. Mas não deixa de ser um bom filme. Talvez ter assistido um logo na sequência do outro, quase como se fossem uma única obra, tenha influenciado minha opinião sobre o primeiro, que é inferior ao segundo, de fato, porém ainda ótimo.

Já o segundo filme é quase como o prêmio que você ganha por ter “aguentado” (coloque muitas aspas aqui) toda essa construção anterior. Ele é empolgante, todo o clímax que faltou na primeira parte está contido aqui. Quando se encaminha para a parte final, você já está completamente envolvido: com os personagens, com a política, com aquele universo... e quando acaba, você simplesmente quer mais.

Não posso deixar de destacar o quanto esse filme é bonito, no sentido objetivo do que está se passando na tela. As cenas no deserto parecem miragens, e o som é um espetáculo à parte. O fato de o personagem principal, Paul Atreides, quase sussurrar o filme inteiro faz com que, em determinados momentos, quando ele grita (“SILENCE!!!”), seja de se tomar um susto na poltrona. E, por fim, mas não menos importante, a trilha sonora é digna de um verdadeiro épico.

Não tive a oportunidade de assistir aos dois primeiros filmes no cinema, por simples falta de interesse (e agora me envergonho disso). Mas agora estou ansioso para acompanhar a conclusão dessa trilogia na telona.

Para Duna: Parte I – 3,5/5  

Para Duna: Parte II – 4/5

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